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BRASIL, Sudeste, TERESOPOLIS, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, e olhe lá!!!



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Denilson Cardoso de Araújo


A FORÇA BRUTAL DA INOCÊNCIA INFANTIL

Diante de uma criança o universo cala. Diante de uma criança as guerras param. Em face de uma criança, as manjedouras reinam. Por uma criança, os mercados deveriam esconder seus dentes de horror, os bancos deveriam recolher suas garras de sangue, as famílias deviam voltar-se para os altares dos berços. Diante de uma criança as armas deveriam derreter. Os mares deviam se abrir em lagoas. Pensemos nisso ao assistir ao inacreditável vídeo abaixo.

http://www.youtube.com/watch?v=mU8MShTRmA4

 



Categoria: INFÂNCIA E JUVENTUDE
Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 12h41
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AGENDA

  1. Falei hoje, às 08:30hs para pais e professores da Escola Municipal Nadir Veiga Castanheira, no auditório da Secretaria de Educação de Teresópolis. Muito bacana. Pais interessados, conversas produtivas, escola operante;
  2. Amanhã, 07/06, entre 10:30 e 11:30hs com membros da ONG Fórum Pensar Teresópolis, na sede da FESO PROARTE, sobre os 18 anos do ECA;
  3. Na segunda-feira, 09/06, às 19:30 horas, para genitores de alunos e professores da Escola George March, que sempre me recebe com tanta gentileza;
  4. Na quarta-feira, 11/06, participarei da festa de entrega dos prêmios do I Concurso de Redação "Escrevendo para Viver", promovido pela VIJI, e em que tanta gente competente ajudou na comissão julgadora, e na organização de tudo, especialmente, Fernando Luiz, Helena e F. Gil. Vai ser  uma grande festa. Preparem lenços;
  5. Outras coisas de agenda, por favor, vejam com a competentíssima Eliene, na VIJI, tel. 2643.4450 - R 208.



Categoria: INFÂNCIA E JUVENTUDE
Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 12h28
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MANÍACA DAS ENTRELINHAS

Esta figura aí foi uma pessoa que correu campos de batalha. Em todos eles, arrastou meu coração. Às vezes, bebia nele um soro pra viagem. Às vezes, o mastigava de raiva. Às vezes, o erguia como bandeira. Às vezes, fez dele uma almofada. Atravessou campos de batalha, e ainda caminha, com meu coração na sua mão.

Não ligo. Fui eu quem o botei ali. Melhor. Deus o fez. Mas até que ela faz bom uso do músculo que assim melhor bate. Sobressalto em coração paterno, é exercício. Claro que tenho saudade de quando ainda tinha físico e força pra atirá-la ao ar num vôo eterno e apará-la como um pássaro que aprendia o toque do vento na asa. Hoje, ela voa. Que voe bem. Que tenha bons rumos. É a "maníaca das entrelinhas",  cujo blog recomendo, aí ao lado.

Uma vez, num concurso de poesia em Friburgo, na escola, na sua fugaz fase dark e deprê, eu a dirigia na preparação da interpretação. O término do (excelente!) poema era uma vala. Aí falei que poetas mais tristes, em Friburgo, fizeram melhores fechos, deram ao público esperanças,  não abismos. E ela, aí, "tirou um ramo de flores do sobretudo". Mudou o poema, numa frase, com uma citação e um gesto. Mas aí eu vou perder o concurso!!!??? Eu disse: E daí??? Não é isso que importa. Lá naquela platéia, pode ter uma jovenzinha desesperançosa, o coração dela é que te interessa, pra ela saber que o mundo dela não precisa acabar na vala. Não seja egoísta, desfilando o orgulho das suas tragédias engrandecidas em palavras vistosas, longos de festa. Escrevemos todos para aquela menininha. Escrevamos simples. Escrevamos bermudas. Escrevamos sóis.

Mariana, naquele dia, prestes  à desclassificação, assumiu o risco. Pisou no palco pra perder o concurso, e ninguém entendeu nada. Eu chorei que nem a fonte judite, comemorando a imensa vitória de ela preferir o certo à vitória errada. Ela ganhou o coração da menina que não sabemos quem era, mas que, certamente, hoje, em alguma lugar da existência, agradece. E, além de tudo, e isso é o menos importante, surpreendentemente, ganhou todos os prêmios do concurso (melhor poema, melhor interpretação, etc). Eu chorei de novo, copiosamente. Tudo porque ela se dispôs a perder. Sem isso, ninguém ganha. Um beijo, Mariana. Estou escrevendo cedo, hoje.

Amanhecerá em breve.



Categoria: EU E OS MEUS
Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 06h26
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EQUILIBRISMO DIVINO

Deus me concedeu um coração aos saltos.

Um coração Jadel Gregório entre pulmões de tísico.

Deus me concedeu uma teia como espírito.

Mas uma vontade bigorna com plumas de alto

 

Ah, Deus é muito engraçado.

 

Faz da nossa vida uma espécie de circo.

Por isso nem sempre podemos ser sérios.

Por isso não cabemos tão trágicos.

Por isso, igualmente, não há só os risos.

 

Ah, a lágrima, lágrima... a lágrima!

É ela que esguicha os equilíbrios.

 

Por isso, após um tempo de arena,

a corda bamba nem treme.

Somos tortos pro lado inverso ao da queda.

 

Deus é um sábio.

*



Categoria: DEUS, O MUNDO É TEU ALTAR
Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 18h48
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Canção para Marina Silva, eterna Ministra.

Marina-morena. Marina-amazônica. Marina, a gigante de físico débil. Marina, o coração de montanha. Marina, a que se alfabetizou tarde, mas que quando aprendeu, graúdas letras colheu.

Marina, a que tantas vezes enganou a morte, com seus inumeráveis fôlegos de guerreira. Marina, que não crê em socialismo de Deus ausente. Marina, a matriarca dos povos da floresta.

Marina, a ética. A fiel. A que calou, mesmo quando o coração gritava, num governo que a traiu. A que se recusou à tarefa em que tantos se apressaram, de expulsar companheiros.

Marina, a que cuidava de vidas, mesmo que fossem bagres. Marina, cuja fragilidade de caniço guardava o aço e o ouro das almas nobres. Marina, a pobre e franciscana. Marina, a severa.

Marina, a suave. Marina, que deixou o governo, serena, íntegra e grande, como sempre fora. Como permanecerá. Uma árvore boa, de vastos galhos, basto colo e frutas doces. Guardiã da vida. Fora de lá, em melhor companhia. Deus e os povos da floresta, os seringueiros, os índios, os caboclos e os bagres, os tambaquis, os tucunarés, criaturas de Deus, moram no seu coração franciscano.

Marina, a que não precisa de ministérios pra seguir ministrando.

Um beijo, morena.



Categoria: POLÍTICA E ATUALIDADES
Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 15h41
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A AVÓ QUE VOMITOU SOBRE O NETO

A AVÓ QUE VOMITOU SOBRE O NETO

Presenciei nestas minhas férias, uma avó alarmando a praia com o estrondoso e longo cordão de palavrões e obscenidades covardes que vomitou sobre o neto de apenas 10 meses. Viu-se que ele apenas cometera o clássico e evidente pequeno banho de areia que, se espera, possa partir das mãozinhas de crianças saudáveis. O problema é que o corpo da mulher entrada em anos buscava desesperadamente o perfil da avó garotona, com juventudes fake, da fórmula clássica da classe média praiana brasileira: tintura de cabelo + botox + malhação insana + bronzeamentos + pitanguices e etc. E a miúda areia atirada pela inocência alegre da criança não ia bem com aquele esforço custoso.

 

Não se diz aquelas coisas a uma criança. Não se fala a crianças – bebês! - naquele tom de rebelião em presídio. Daí tive o impulso de, além de lembrar que não há botox que revogue a gravidade, recomendar um filme àquela avó.

 

“Filhos da Esperança”, de Alfonso Cuarón. Está nas locadoras. Há Clive Owen em grande forma, compensando fiascos como o lamentável “Rei Arthur” e o vergonhoso e recente “Mandando Bala”. É uma triste ficção científica, que supõe a inexistência de crianças, num futuro daqui a pouco. A tese interessante e dramática, exclui guerras atômicas ou cometas apocalípticos como razões para o fim. A humanidade não acaba pelo holocausto ou cataclismo. Mesmo sem guerras e botões vermelhos, a humanidade se extingue. Tristemente, como uma vela que apaga. Simplesmente, porque não nascem mais crianças.

 

Os jovens que existem, dão autógrafos, viram raridades. Eles têm juventude, essa vitamina da alma. Alguns até, inocência... essa coisa desconhecida. No enredo, a modernidade esteriliza o mundo. Corpos e almas estéreis. Literalmente, guerreia-se pelo último feto que uma grávida conduz. O privilégio daquele derradeiro parto, alimentando esperanças, passa a ser reivindicado tanto pelo governo, quanto pela oposição guerrilheira. Mas a mensagem é, na verdade, de desesperança. O filme é triste, de uma humanidade triste.

 

Aquela avó, na praia, ao invés de preocupar-se com a qualidade da sua cútis, deveria é  deitar de bruços e observar o neto portando o milagre e o sol próprio das crianças, enquanto há tempo. A esperança. Comendo areia porque parece farofa. Resmungando palavrinhas de meia sílaba. Minha senhora, se agarre a essa esperança e role com ela na areia. Leve a esperança para a franja de espuma e veja como ela descobre as bolhinhas de sal. Aprenda o cimento de seus castelos. Ah, minha senhora, e por nada neste mundo, por nada mesmo, nunca desperdice a gargalhada aberta e desdentada dessa pequena esperança de dez meses, que ri como um pássaro que canta.

 

Naquele dia, aquela senhora fez aquela criança chorar injustamente. Não é que as crianças devam ser incentivadas a guerras de areia nas praias. Mas há tempo e modo e deve haver senso de proporção. Não se responde ao estilingue com uma bala de canhão.  Não se atropela aleijados porque são lentos na travessia. Não se reduz maioridade penal porque somos incompetentes na criação e formação das nossas crianças. Como dizia o grande filósofo Artur Antunes Coimbra, explicando a precisão das faltas cobradas pelo majestoso Zico: -Não é força, é jeito.

 

Aquela senhora fez sua descendência chorar injustamente.

 

É o que temos feito, como humanidade. Desrespeitamos a vida que segue, na grávida, e que, no filme, é disputada sob armas. No filme, mata-se por aquela vida. Vida não nascida, mas vida. Na vida cotidiana, mata-se aquela vida, só porque vida ainda não parida. E se parida, vida por nós entupida de impropérios de palavra e opressões de circunstância, como a violência precoce, a sexualidade precoce, o descaminho da drogadição, o culto da exterioridade, do corpo esculpido em falsidades de tristes e furiosas avós ‘garotonas’.

 

Nossos filhos não são filhos da esperança. Nossos filhos SÃO a esperança.

 



Categoria: INFÂNCIA E JUVENTUDE
Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 13h59
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GUARDA COMPARTILHADA – UM ALERTA.

GUARDA COMPARTILHADA – UM ALERTA.

 

       Há mães que, na separação, com a guarda dos filhos, os tornam órfãos de pais vivos. Impedem acesso, viajam pra longe, denigrem a imagem do pai, o responsabilizam (muitas vezes injustamente) pela separação e por seu sofrimento. No extremo, levantam suspeitas de abuso sexual, por exemplo. 

     Daí, surgem pais que se leiloam – e barato - ao filho, com liberalidades, presentes e simpatia de ocasião. O não-guardião, muitas vezes, quer posar de mais bacana, simpático e liberal que o guardião. Tem dificuldades de influir nas decisões sobre o filho.

     Esse quadro precisa de mudanças? Certamente.

     Mas não nos iludamos. Entre lei e realidade há um abismo. Pontes precisam ser construídas.

     Em muitos casos - sem esquecer que há mesmo pais não guardiões que são muito irresponsáveis -, a guarda compartilhada poderá somente piorar tudo, dividindo a autoridade parental, sem que haja a referência de raiz de um ou outro comando. Para dar certo, seria necessário a harmonia do ex-casal. Só que, na grande maioria dos casos, o casal pouco se fala, muitas vezes mal se olham. Como debaterá com integridade e serenidade o futuro do filho?

     Não nos esqueçamos também dos padrastos e madrastas que surgirão. Não nos esqueçamos que, hoje em dia, é cada vez mais freqüente que mães ou pais separados apresentem novos “padrastos” e “madrastas” a seus filhos, com periodicidade cada vez mais curta. E, necessariamente, padrastos, madrastas, ou simples namorados (as) se tornam elementos referenciais éticos, muitas vezes à margem da diretriz do guardião, e alternativas de comando familiar, frequentemente ingressando também no leilão emocional. Tentam, no ganhar o afeto do filho, segurar o companheiro. No caso Isabela, vimos conseqüências trágicas dessa realidade.

     Não nos esqueçamos que, além dos males psico-afetivos que tal situação pode provocar no ser humano em formação, há, no meio do caminho, a pedra da adolescência. Aí, o adolescente sequioso por maior liberdade e aventura poderá manipular todo esse coletivo parental em “benefício próprio”. São freqüentes os casos de drogadição surgida nesse ambiente em que se dá uma diluição da autoridade familiar.

     A proposta é bem intencionada, mas na realidade, de tanto atacar pequenos focos de incêndio, esquecemos de ir à fonte das queimadas. Ou seja, a sociedade consumista, que estimula a egolatria, o materialismo e a falta de solidariedade. Guarda compartilhada só existe onde há renúncia, humildade, companheirismo e solidariedade.

     O mesmo Congresso que aprova tal lei, se recusa a regulamentar maior rigor para a imoral propaganda de bebidas alcoólicas voltada para jovens. Os mesmos pais que querem o "compartilhamento" da guarda se negam a fiscalizar (e impedir o acesso!) games violentos e filmes sexistas que seus filhos consomem. Aliás, muitas vezes, os consomem juntos, pra ser o "pai companheirão", aquele mesmo, iludido com o filho que "tem a cabeça boa". Não são raros os casos de pais que fumam sua bagana junto com os filhos, ou fazem destes seus companheiros de copo, sem medir as consequências futuras desse gesto irrsponsável.

     Num momento em que se vive a crise da autoridade familiar, a guarda compartilhada, mal aplicada, mal compreendida, e eventualmente “forçada” pelos juízes  (muitos deles muito jovens, muitos deles sem filhos) aos casais, pode trocar o equívoco criminoso da alienação parental pela formação de uma família “gelatinosa”, onde todos remam, mas ninguém dirige o barco.




Categoria: INFÂNCIA E JUVENTUDE
Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 13h54
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18 anos do ECA em Teresópolis

Em terra de Drª Inês, não se faz ECA só pra que o veja o inglês.

Por isso, diversas entidades se reuniram, sob o incentivo da Juíza da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso de Teresópolis e os 18 anos do ECA serão 'comemorados'  dde forma digna. Protagoniza a organização o CMDCA, e seguem perto a VIJI, o Conselho Tutelar, o SESC, a FESO, o Fórum Pensar Teresópolis, a Secretaria de Educação, a Guarda Municipal, a Secretaria de Segurança, o PROMAJ, e tantos outros. Como estive de fora, férias + doença, as coisas, na VIJI ficaram nas boas mãoes de Fernando Luiz e Marcelo. Dia 11 será a cerimônia de premiação do I Concurso de Redação "Escrevendo para Viver",   no Auditório do SESC. Haverá, ainda, cinemma, passeata, concentração no Ginásio Pedro Jahara (Pedrão) , com palestra de conscentização, e muito mais.

Parabéns a todos que não deixaram a peteca cair.

Valeu mesmo. 

 

Como disse, estarei palestrando amanhã  para os genitores de alunos na Secretaria de Educação, na FESO Pro-Arte às 10 mda manhã de sábado para  Fórum Pensar Teresópolis e na segunda à noite para pais de alunos do George March. Que Deus abençoe cada palavra.



Categoria: INFÂNCIA E JUVENTUDE
Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 13h53
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Estive adoentado. De molho, a atividade por um fio. Mas retorno. Sexta-feira terei uma palestra na Secretaria de Educação de Teresópolis para os pais de alunos da Escola Nadir Veiga Castanheira. Estarei lá. Meio fraquinho de casca, mas forte de gema.

Escrito por Denilson Cardoso de Araújo às 15h28
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